Leishmaniose: Saúde Prepara Armadilhas para Mosquito Palha

A Sucen (Superintendência de Controle de Endemias do estado de São Paulo) e Controle de Vetores de Queluz, realizaram entre os dias 25 a 28 de abril de 2017 a instalação de 12 armadilhas para insetos em todas as regiões da cidade com o objetivo de saber se Queluz possui o mosquito palha, vetor da Leishmaniose Visceral Americana (LVA).

As armadilhas funcionam com energia elétrica e possuem iluminação, atraindo os insetos, que ficam presos ao se aproximar. Elas funcionaram por três noites consecutivas, após o anoitecer. Na manhã seguinte, a equipe responsável vai até o local onde elas foram instaladas para retirar os mosquitos e conferir se há presença de Lutzoyia longipalpis (também conhecido como “flebótomo” ou “mosquito palha”) entre eles.

“O mosquito palha tem hábito noturno e se existir a espécie na área urbana as armadilhas vão mostrar”, afirma o Sr. Rafael, pesquisador da Sucen de Guaratinguetá. Segundo ele, até hoje não se tem conhecimento desse vetor em Queluz e o trabalho que será realizado pretende justamente verificar essa informação. As instalações das armadilhas foram feitas em algumas residências, principalmente naquelas onde existem amplos quintais sombreados, ricos em matéria orgânica em decomposição, como folhas e frutos, e também com animais domésticos.

A Secretaria Municipal de Saúde de Queluz, reforça a importância do trabalho ao afirmar que “é um processo de vigilância na prevenção da doença”. Os flebótomos vetores da LVA vivem em ambientes de solo sombreado e úmido, diferente do mosquito da dengue, que se reproduz em água parada. Na área urbana, o cão é o principal reservatório da leishmaniose visceral. O mosquito palha transmite a doença ao homem somente após picar o animal contaminado.

Manifestação da doença

No ser humano a doença pode se manifestar de forma grave e até levar a óbito se não for diagnosticada e tratada em tempo oportuno. Infelizmente, não há tratamento eficaz para o cão doente. A leishmaniose visceral é transmitida pelo mosquito flebótomo infectado pela leishmania, protozoário que causa a doença. O mosquito se alimenta de sangue de animais silvestres e, ao picar alguns mamíferos, pode infectá-los, transformando-os em reservatórios da doença.

Com a modificação do meio ambiente, causada pelo desmatamento, o homem passou a ter contato com o mosquito. Após a picada, a doença pode levar até um ano para se desenvolver. Os principais sintomas são febre, emagrecimento, aumento do fígado e do baço e falta de apetite. Atualmente, a leishmaniose visceral é encontrada em 19 Estados das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, sendo que 90% dos casos estão no Nordeste do país.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *